O que fazer quando é preciso recomeçar? O Encontro!

Não sou muito de falar sobre o que leio nesse blog, até porque leio de rótulos de qualquer produto, jornal e bula de remédio, a livros de autores renomados, clássicos, outros nem tanto, enfim, sou uma leitora compulsiva assumida. Se eu fosse usar esse espaço para falar sobre tudo o que leio, ou todos os livros, esse blog seria extremamente literário. No entanto, tem um livro que li recentemente que despertou em mim a vontade de fazer um post sobre o mesmo: O Encontro, de Richard Paul Evans.

Minha história com O Encontro começou como todas as minhas histórias com autores e títulos desconhecidos começam: dentro de uma loja de departamentos, em busca de coisas e utensílios domésticos, me pego sempre caminhando em direção às prateleiras de livros. Escolhi alguns títulos cujos autores já me eram familiares, peguei O Encontro, li o resumo do livro, voltei com ele para a prateleira, busquei outros títulos, retornei a O Encontro, e não me lembro como nem quando, mas o livro veio comigo para casa. Abri mão de outros para comprar um livro do qual nunca havia ouvido falar, cuja sinopse não me interessou tanto assim por me parecer um pouco de autoajuda, mas que ainda assim me chamou a atenção de alguma forma.

Li tudo que havia dentro de casa que ainda não tinha sido devorado pelo meu hábito compulsivo adorável da leitura antes de voltar a O Encontro e mergulhar em suas páginas. Quando isso aconteceu, tive uma grata, gratíssima surpresa, ao me ver presa em uma história triste, de amor e de superação, que não me permitiu desgrudar os olhos das páginas daquele livro enquanto não alcancei o seu final.

Na apresentação de O Encontro o autor escreve que “algumas pessoas poderão chamar isso de história de amor. Outras, sem amor, poderão chamar de um relato de viagem. Para mim, é a jornada de um homem em busca da esperança.” Pois para mim, caro Richard, O Encontro é uma história de amor, recheada pelos sentimentos de um homem que inicia sua jornada em busca da Esperança, depois que ele perde tudo o que mais importava e amava em sua vida. É uma história comovente, que me fez refletir em tanta coisa. Me fez pensar no tempo que perdemos buscando o sucesso profissional, a realização de sonhos materiais enquanto deixamos escapar momentos ricos ao lado das pessoas que amamos, mesmo que não tenhamos a menor condição de saber até quando teremos os nossos amores ao nosso lado.

O Encontro, para mim, foi mais do que um relato de uma viagem de um homem em busca da esperança e do seu eu. Foi a constatação de como a vida é frágil, como as relações que construímos na base da confiança podem não ser tudo isso, como o tempo passa rápido, como o que achamos ser prioridade em nossas vidas não é nada se comparada ao grande amor de toda uma vida. Um livro que me emocionou, que me transportou para dentro da história e me fez sentir todas as emoções que o autor sentia enquanto passava por cada situação, e acima de tudo, que me fez acreditar que é possível recomeçar de alguma forma, em algum lugar, mesmo contra todas as probabilidades. Ao mesmo tempo, O Encontro me dava a sensação o tempo todo de que nada é tão ruim que não possa piorar. Ao mesmo tempo que deixava claro que nem o pior dos piores pesadelos pode minar as nossas forças e o desejo de seguir em frente.

Superação. Amor. Esperança. Encontro. O Encontro é isso. E se vale uma dica de leitura, esta é a minha contribuição nesta área. Esta é uma história que pode inspirar você, como me inspirou. O título aqui no Brasil é uma publicação da editora Lua de Papel, pode ser encontrado em todas as livrarias e é apenas o primeiro de uma série de livros que dão continuidade ao relato de um homem em busca de si mesmo e do sentido para sua existência. O segundo é O Caminho. O meu já está encomendado e eu espero ansiosamente que este também me surpreenda, como O Encontro me surpreendeu.

A todos, o meu abraço e até a próxima!

“Não sei o que existe além do horizonte, só sei que a estrada em que eu caminho foi destinada a mim. É o bastante.” (Diário de Alan Christoffersen)

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